Esse tema talvez seja o mais polêmico e delicado até agora do "Kikoisanão?". Mas quero deixar bem claro que o tema se trata de cota para NEGROS e não para POBRES.Os que estão a favor usam o racismo implícito e a preferência por brancos nos postos de trabalho. E por terem melhor aceitação pela sociedade, pela política e imprensa, usam como defesa a ideia de que o favorecimento de cotas para negros é por "merecimento".
Por outro lado, os que são contra as cotas afirmam que o favorecimento aos negros questiona a capacidade deles, confirmando assim, que negros são incapazes de concorrer com brancos e que os que os favorecem são os verdadeiros racistas. Além de outras questões como favorecimento social, já que nem todos os negros são pobres. (Créditos :Sthefanin Pereira)
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Sou a favor - Defesa
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Sou contra - Defesa
Roberta Fragoso Kaufmann - "Acredito que a implantação de cotas raciais no Brasil é de uma inconstitucionalidade flagrante, pois ofende o princípio da proporcionalidade. Trata-se da importação de um modelo que foi pensado para resolver um problema que não é nosso – a questão da segregação institucionalizada. O sistema de cotas raciais foi idealizado e efetivado pioneiramente pelos Estados Unidos, país que teve um histórico secular de racismo oficializado, ou seja, praticado pelo Estado, em todos os níveis de governo e por meio de todos os três poderes. No Brasil, nós não precisamos implantar as cotas raciais para atingir a finalidade a que se pretende – o aumento da participação de negros em cargos de prestígio e nas camadas sociais mais elevadas. Basta implantarmos as cotas sociais para ingresso nas universidades que naturalmente vamos integrar o negro que mais precisa de apoio estatal – já que 70% dos pobres no Brasil são negros –, sem corrermos o risco da racialização do País.
É preciso esclarecer, no entanto, que o fato de sermos contra cotas raciais não quer dizer que qualquer ação afirmativa para outras minorias seja inconstitucional. O problema é a definição do que venha a ser minoria apta à proteção estatal por meio de cotas. Reconhecer a existência de preconceito e de discriminação em relação a determinado grupo é insuficiente para legitimar uma política estatal de integração forçada daquela minoria, senão deveríamos ser forçados a reconhecer a necessidade, em nosso sistema constitucional, de cotas para homossexuais, nordestinos, feios, Testemunhas de Jeová e obesos, dentre outras minorias que são alvo de preconceito e discriminação. O critério precisa ser objetivo e, sobretudo, revelar uma incapacidade efetiva do grupo beneficiado, como acontece com os deficientes físicos, os idosos e as gestantes.
Por outro lado, importa mencionar que ser contra cotas raciais também não quer dizer desconhecer ou negar a existência de racismo no Brasil. Entretanto, o racismo deve ser combatido na esfera penal, com punição exemplar para os indivíduos que assim se manifestarem. É preciso a todo custo acabarmos com a chaga da discriminação, do preconceito e do racismo em relação a negros no Brasil. Mas isso não se dá por meio de cotas, que só agravam o conflito e as tensões existentes."
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Quem rouba quem ai ?
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Putz.. achei muito bacana esse texto e bastante interessante, pelo que eu li, sou contra as cotas, realmente, os direitos tem que ser iguais, putz e td homem e mulher, se um pode se esforça e estudar e buscar, o outro tbm pode, nao e a cor que decide quem e melhor ou quem e pior!
ResponderExcluirÓtima opinião , obrigado por expor o seu pensamento :)
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